
Vale Samba: Uma História de Alquimia Teatral Carnavalesca
João Paulo Dantas*
Até chegar ao que é hoje, o carnaval teve fases distintas e ganhou projeção a partir do momento que Joaçaba começou a ressentir a perda de referências importantes que no passado foram opções de cultura e de lazer, como o Teatro, a Orquestra Sinfônica, o Coral, a Banda e o Futebol. Foi aí que começou uma reação que, surpreendentemente, culminou com a criação, oficial, das escolas de samba, como lembra o carnavalesco Jorge Zamoner, até então ator e diretor de teatro. Aliás, o Grupo TEJO, dirigido por Zamoner, durante alguns anos, foi uma importante referência teatral no Estado de Santa Catarina, e representando o Município participou, inclusive, de festivais nacionais de teatro e conquistou várias premiações.
“Eu pressenti que Joaçaba, que por muitos anos foi tida como a Capital da Cultura, estava perdendo sua essência, com o desaparecimento de segmentos expressivos. Na época, eu estava muito envolvido com o Tejo-Teatro de Joaçaba, que também perdia suas forças, a exemplo das outras entidades, por absoluta falta de uma política cultural, como acontece ainda hoje. Então, percebi que o carnaval poderia ser uma válvula de escape, e mesmo não conhecendo muito bem a cultura, entrei de cabeça e, praticamente, transformei o grupo teatral em bloco carnavalesco, e levamos para a rua, meio que sem jeito, as experiências dos palcos, e o resultado foi muito positivo, a ponto de fazermos sucesso, já no primeiro ano. Mesmo não tendo vivência de carnaval, principalmente de escola de samba, eu tinha uma boa experiência com espetáculo, já que eu dirigia um grupo com relativo sucesso.”
Essa iniciativa, talvez, tenha sido primordial para a quebra de preconceito e o envolvimento de boa parcela da sociedade com os blocos, e, posteriormente, com as escolas de samba. Os iniciadores desse movimento eram jovens e de classe média, filhos de tradicionais famílias da cidade, como é o caso do próprio carnavalesco. E suas declarações confirmam essa tendência: “em pouco tempo tinha várias famílias envolvidas com o carnaval, e isso ajudou muito no começo, a ponto de, logo em seguida, criarmos, de fato, as escolas de samba. Podemos citar aqui, por exemplo, no início, o envolvimento de famílias como Zamoner, Tesser, Dall`Óglio, Dallanora, Ouriques, Link, Margarida, Daros, Silveira, Silva, Trastk, Bonato, Fuga, Zago, Fuganti, Zanardo, e posteriorente, Conte, Batista, Nodari, Pedrini e Pegoraro”.
A fusão de dois blocos, Fino Tato e Reis do Petróleo, ainda na década de 70, com a participação de integrantes originários do teatro, nasceu a Escola de Samba Vale Samba, hoje uma das mais tradicionais do Estado de Santa Catarina.
Diferente do que aconteceu, com certeza, com a maioria das escolas de samba do país, que foram gestadas nas periferias das cidades, principalmente nos morros, por iniciativa de pessoas da raça negra, na maioria pobre, a Vale Samba nasceu por iniciativa de um grupo formado por jovens, brancos, e de classe média.
Os grupos idealizadores dos blocos, que originaram as escolas de samba, não tinham contatos com as áreas mais pobres da cidade ou com movimentos populares, mas tinham referência de um passado onde a cultura carnavalesca de rua teve destaque, e justamente em função de questões sociais da época. Os clubes que existiam no passado (Hervalense, Cruzeiro e 10 de Maio) eram todos tradicionais, e só eram freqüentados por sócios, o que, evidentemente, excluía uma parcela expressiva de jovens que, no carnaval, ficavam sem opções, já que não podiam participar dos bailes carnavalescos. Os blocos carnavalescos, formados por sócios, tinham acesso aos bailes; os outros ficavam pelas ruas mesmo, e assim foi surgindo a tradição e com isso nasceram os blocos do passado, nos quais se inspiraram os blocos mais recentes e destes nasceram as escolas de samba.
Uma declaração do senhor Horivil Zago, falecido em 2007, ex-Cônsul Honorário da Itália e empresário tradicional de Joaçaba, e que por muitos anos foi presidente do Clube Cruzeiro, ilustra bem o que aconteceu no passado com relação aos blocos:
“Olha, não só no nosso clube, o Cruzeiro, como os demais, o 10 de Maio e o Hervalense, em Herval D´oeste, só entravam sócios, mesmo no carnaval. Então, tinham vários blocos, que eram formados por sócios, que animavam os bailes, e tinham outros tantos que, não podendo freqüentar os clubes, ficavam por aí nas ruas, e isso acabou criando uma tradição. E olhe que eu estou falando de muitos anos atrás, viu, e aí depois os filhos ou netos desses integrantes dos blocos antigos, mesmo freqüentadores dos clubes sociais, juntaram-se a outros jovens e continuaram esse movimento de blocos pelas ruas, o que acabou culminando, acredito, com o surgimento das escolas de samba”.
O “Seu Zago”, como era conhecido, foi um dos primeiros colaboradores da Vale Samba, cedendo espaço em suas empresas para que a escola pudesse usar como barracões. A sua esposa, Dona Olívia Zago, também já falecida, desfilou muitos anos como destaque, e estava sempre disponível para colaborar com o carnaval.
O irmão do “seu Zago”, João Carlos, também falecido recentemente, que era o responsável pela oficina da Concessionária Chevrolet, e que foi outro grande colaborador da escola, era um cumpridor fiel das ordens do chefe-irmão, e que mantinha os mecânicos da oficina sempre na linha, um dia disse ao carnavalesco Jorge Zamoner:
“Jorge, o “Seu Zago”, que sempre vem aqui embaixo dar uma olhada nos trabalhos do carnaval, está um pouco preocupado, e eu confesso que eu também, porque essa sua gente aí não está pegando muito firme não, viu. Eu acho que você tem de chamar a atenção deles, porque eu tô vendo que o dia do carnaval tá chegando, e tem muita coisa ainda pra ser feita e desse jeito não vai dar”.
O Jorge, como sempre tranqüilo, e mais ou menos com tudo sobre controle, com relação a tempo e término dos trabalhos de alegorias, respondeu, rindo, ao João Carlos:
“João, não se preocupe, no carnaval é assim mesmo. Esse “meu” pessoal aí, é tudo gente da escola, que não está ganhando nada para trabalhar, e se eu ainda exigir mais do que isso, amanhã o senhor não vai encontrar ninguém aqui”.
Muita gente, até na própria escola, não sabia, mas o “seu Zago” era um excelente músico, e durante muitos anos, quando era jovem, tocou cavaquinho em um conjunto musical, o que, talvez, explicaria a sua afinidade, mesmo que indireta, com o carnaval e com escola de samba. Além de “cavaquinista” ele também era um exímio “sanfoneiro”, como ele mesmo dizia, acrescentando que “até uns tempos antes da minha esposa falecer eu em casa ainda tocava minha sanfona”.
O apoio do Prefeito Evandro Magalhães de Freitas, foi decisivo para a consolidação das futuras escolas de samba, entre elas a Vale Samba, já que ele, desde o início da criação dos blocos, demonstrou interesse e procurou incentivá-los, patrocinando os troféus para os vencedores.
Depois de muitas “reuniões” no “bar do Lélio”, na XV de Novembro, os carnavalescos Nildo Ouriques, Ricardo Freitas, João Silva, Ducho Mendonça, Tonho Batista, Leandro Dallanora, Renê de Oliveira, Márcio Fuga e Ike Batista iniciaram o movimento dos blocos, e a partir dali uma comissão foi até o gabinete do Prefeito pedir apoio, que veio mais tarde, após uma roda de samba em sua casa, e do envolvimento da Rádio Líder, sob o comando dos radialistas João Paulo Dantas e Carlos Henrique Roncáglio.
Após assegurarem os troféus para os vencedores, e a promessa do Prefeito de que qualquer outro apoio necessário que estivesse ao alcance da Prefeitura estaria à disposição do evento, a carnaval decolou, como relembra João Silva Filho, um dos primeiros presidentes da Vale Samba.
“Ai falamos com os irmãos Silveira; com o Marquinhos, e com o Carneiro, e também o Treze, e eles fundaram o Eskinão; e nós, criamos Os Reis do Petróleo; e o Jorge criou o Fino Tato. E o sucesso do desfile no sábado foi tão grande que na segunda-feira, como o Prefeito Evandro de Freitas era muito dinâmico, já tinha até palanque oficial para as autoridades, e ai estava como nós queríamos e, não demorou muito para que nós pudéssemos convencer o Jorge Zamoner a montar uma escola de samba de verdade, já que, àquela altura, ele era o mais qualificado, pois dirigia teatro, e ai nasceu a Vale Samba, que hoje é uma das grandes do nosso Estado”.
Desde então, e prestes a completar trinta anos de carnavalesco, Jorge Zamoner continua à frente da Vale Samba, e com ela conquistou importantes vitórias, fazendo da escola uma recordista de títulos até aqui.
* João Paulo é jornalista (DRT- MT/MT 799)
(Texto autoral: proibida a sua reprodução parcial ou total)
RESUMO DO HISTÓRICO DA A.C.E.R.E.S. - VALE SAMBA
HISTÓRICO DE GARRA E ALEGRIA
Apresentamos um pequeno histórico desta Escola, que vem crescendo a cada ano e ganhando a simpatia de Joaçaba e Região. Nosso objetivo sempre foi voltado para o divertimento da família e da população joaçabense, hervalense e luzernense, compartilhando com as demais agremiações a evolução deste processo.
Desde o ano de 1994, quando ressurgiu o Carnaval de Rua de Joaçaba, a Associação Cultural Esportiva e recreativa Escola de Samba Vale Samba, vem acumulando vitórias, para a alegria de sua Nação Azul e Branco.
1979 – Nasce a Escola de Samba Vale Samba, originária do “Bloco Reis do Petróleo e Fino Trato”. Concorrendo com o Bloco Esquinão (Jussara Duarte e Ailton Daros) e Escola de Samba Unidos do Herval (Carlão e Caco Nodari), com seguinte resultado final:
1º - Lugar: Vale Samba
2º - Lugar: Unidos do Herval
3º - Lugar: Esquinão
1980 – A Vale Samba participa neste ano com o enredo “O Mundo Colorido Do Vale”. Novamente demostra muita criatividade e empenho de todos os seus integrantes, porém a vencedora foi a Unidos do Herval, Com o Seguinte resultado Final:
1º - Lugar: Unidos do Herval
2º - Lugar: Vale Samba
3º - Lugar: Esquinão
1981 – A Vale Samba vêm com o enredo “As Quatro Estações”. Conquistando o Bi-Campeonato. Neste ano o Esquinão é extinto, e o resultado final:
1º - Lugar: Vale Samba
2º - Lugar: Unidos do Herval
3º - Lugar: Esquinão
1982 – O Carnaval de rua da cidade de Joaçaba, é considerado o 2. Melhor do estado de Santa Catarina. A Vale Samba e a Unidos do Herval, mostram na avenida um grandioso espetáculo. A Vale Samba conquista o Tri-Campeonato, com o Enredo “O Mundo Mágico do Circo”, cuja criatividade extraordinária do Carnavalesco Jorge Zamoner e sua maravilhosa equipe, tendo como resultado final:
1º - Lugar: Vale Samba
2º - Lugar: Unidos de Herval
1983 – Devido a problemas administrativos da Prefeitura Municipal, acaba o Carnaval de Rua de Joaçaba. As escolas praticamente se extinguem, mas permanecem os Blocos, acreditando sempre no retorno do Carnaval para os integrantes das escolas, bem como a população que sempre incentivou este movimento popular, pois todos acreditavam na volta do Carnaval.
1987 – Neste ano a Prefeitura municipal, tenta resgatar o Carnaval Joaçabense e o povo volta as ruas. A vale Samba, mesmo desestruturada, enfrentando dificuldades apresenta-se com o Enredo “História do Carnaval de Joaçaba” e conquista mais um título.
1º - Lugar: Vale Samba
1993 – Renasce definitivamente o Carnaval de Desfile de Escolas de Samba de Joaçaba, desta vez envolvendo todos os Bairros da cidade, numa demostração de entusiasmo e dedicação dos envolvidos, renasce as esperanças e o retorno dos grandes espetáculos proporcionados pelos aficcionados da folia.
1994 – As escolas se organizam e surge a Escola Unidos do Vale (atualmente Escola de Samba Aliança). Unidos do Herval e Vale Samba. A Vale Samba demostra muita organização e beleza com o enredo “Vale Samba , sua História, sua Glória”, resultado Final:
1º - Lugar: Vale Samba
2º - Lugar: Unidos do Herval
3º - Lugar: Unidos do Vale
1995 – A Unidos do Vale e mais um grupo liderado pelo empresário Carlos Fett, formam uma nova escola, a Aliança. O carnaval deste ano foi muito concorrido tendo na Aliança o favoritismo, mas a garra, criatividade e arrojo dos valessambistas, com o enredo “A Lenda do Vale do Rio”. Surpreende a todos e levou o Bi-Campeonato, na volta do Carnaval de Rua, com o resultado final:
1º - Lugar: Vale Samba
2º - Lugar: Aliança
3º - Lugar: Unidos do Herval
1996 – Com a evolução e crescimento do Carnaval de rua de Joaçaba, decidiu-se convidar um corpo de jurados do mais alto nível, selecionados junto à Riotur – RJ. As três escolas se enfrentaram na passarela do samba, proporcionando um grandioso espetáculo de luxo, criatividade e beleza. A Vale Samba leva para a avenida o enredo “Entre o Céu e a Terra Brilham Astros”, conquistando o Tri-Campeonato, resultado Final:
1º - Lugar: Vale Samba
2º - Lugar: Aliança
3º - Lugar: Unidos do Herval
1997 – Com o enredo “Água que Passarinho Não Bebe”, a Vale Samba perde sua hegemonia para a Aliança, com uma diferença de apenas 0,5 pontos no quisito Samba Enredo. Demostrando um julgamento técnico e Criterioso e tendo sido considerado pela Riotur-RJ., como o 3. Melhor Carnaval de Desfiles de Escolas de Samba do Brasil, com o resultado final:
1º - Lugar: Aliança
2º - Lugar: Vale Samba
3º - Lugar: Unidos do Herval
1998 – Paralelo ao carnaval, a Escola Vale Samba busca recursos para concluir o seu grande sonho, que é a construção do seu barracão (sede própria), obra muito esperada pelos dirigentes e componentes da Escola. Foi um ano de muitas dificuldades, porem com garra e otimismo, característico da família Azul e Branco, a escola apresentou o enredo “ Dos Alpes da Valsa ao Vale do Samba”, em homenagem à colonização Austríaca na cidade de Treze Tílias. Apesar de todo espetáculo apresentado e que também foi mostrada em toda a Europa através da TV ORF-Sistema Digital da Áustria com duração de 45 min.. Porém a vencedora foi a escola de Samba Aliança, com o resultado final:
1º - Lugar: Aliança
21º - Lugar: Vale Samba
3º - Lugar Unidos do Herval
1999 – A Vale Samba neste ano, realiza os trabalhos no seu novo barracão (concluído parcialmente)
e novamente enfrenta séries dificuldades financeiras, porém através de determinação e empenho , leva para a avenida o enredo “A Zebra Está no Ar”, que conquista mais um titulo, conquistando o Tetra-Campeonato, após o retorno do Carnaval de Rua de Joaçaba, em toda a sua História, a azul e Branco conquistou 8 Campeonatos. Resultado Final:
1º - Lugar: Vale Samba
2º - Lugar: Aliança
3º - Lugar: Unidos do Herval
2000 – Com o enredo “Do Passado Contestado, Um Presente Futuro”, que versava sobre a Guerra do Contestado, ocorrida na região de 1912 a 1916, a Vale Samba outra vez se consagra.
1º - Lugar: Vale Samba
2º - Lugar: Aliança
3º - Lugar: Unidos do Herval
2001 – Este ano a Vale Samba conquista novamente o Tri-Campeonato com o enredo “Nas Asas da Imaginação”, uma viagem de Ìcaro a Santos Dumont, tendo como resultado final a Vitória, com a diferença de 0,5 ponto:
1º - Lugar: Vale Samba
2º - Lugar: Aliança
3º - Lugar: Unidos do Herval
2002 – A Associação neste ano, com o Enredo “PÃO, SOMBRA E ÁGUA FRESCA”, voltado ao assunto Ecologia, com a ausência da Aliança, e por problemas técnicos de avenida, a Escola dividiu o título com a Unidos do Herval, conquistando assim o tetra-campeonato consecutivo.
1º - Lugar: Vale Samba e Unidos do Herval
2003 – Existindo na Região um grande movimento em torno da Etnia Italiana, valorizando a Cultura e Tradição do nosso povo, com projetos na área de Turismo (ex.: Rota Italiana) com parceria da FEIBEMO e CONTTUR, implantação de um Núcleo de estudos na UNOESC, nosso Carnavalesco, propõe a A.C.E.R.E.S. “Vale Samba” fazer a divulgação de todo este processo através do enredo “MÉRICA, MÉRICA...SIAMO DRIO ANDARE. PÁTRIA AMADA BRASIL!”. Com um desfile apoteótico conquista (conforme a apuração das notas, Vale Samba 199,1 contra 198,6 da Aliança) o pentacampeonato. Porém a LIESJHO, através de recurso impetrado pela Aliança, desconta 01 (um) ponto da Vale Samba por faltarem três baianas no desfile da 2ª noite, no qual nem teve julgamento, por sinal a pedido da própria Aliança.
1º - Lugar: Aliança
2º - Lugar: Vale Samba
3º - Lugar: Unidos do Herval
2004 – Comemorando suas bodas de prata, a Escola veio para a avenida com enredo “É Prata, é Ouro. A Festa das Festas!”, que mostrava toda tradição e costume, tanto regional, estadual como nacional de festejar, conquistando seu 12º título.
1º - Lugar: Vale Samba
2º - Lugar: Aliança
3º - Lugar: Unidos do Herval
2005 – Tentando manter sua hegemonia a Vale Samba trouxe para a avenida o enredo “Do Parietal ao Virtual, a Vale Samba faz do Papel o seu Carnaval!”, o qual mostrou alguns dos suportes da escrita na vontade do homem em se comunicar desde a era parietal aos dias de hoje.
Apresentando um grande espetáculo, com uso de materiais alternativos e recicláveis muito bem aplicados em suas alas e alegorias, deixou o público presente na avenida e telespectadores de todo o Estado de SC e do Norte do RG maravilhados, mas, na visão dos jurados, que, por sinal sem experiência em julgamento de carnaval de desfile de escolas de samba, ficou com o vice-campeonato.
1º - Lugar: Aliança
2º - Lugar: Vale Samba
3º - Lugar: Unidos do Herval
2006 – Itá Luz, Fonte de Inspiração. A origem indígena do nome, (que em tupi significa pedra), e o apelo mitológico que propiciam as águas quentes termais (que teriam sido criadas por Apollo), aliados a produção de energia elétrica, fizeram com que a Vale Samba transformasse o município em dois mundos mitológicos, comandados por Zeus e Tupã, através do enredo Ita, Luz-Fonte de Inspiração. Projetando o município como importante referência turística, com suas águas termais quentes, e como grande produtor de energia elétrica, através da Usina de Ita, a Vale Samba apresentou um espetáculo grandioso, que foi muito aplaudido pelo público presente na Avenida. Mesmo com um desempenho impecável, os jurados, não oriundos do Rio de Janeiro, não deram o título à Vale Samba, restando, porém, a compreensão de todos de que a escola, mais uma vez, fez um grande espetáculo
1º - Lugar: Aliança
2º - Lugar: Vale Samba
3º - Lugar: Unidos do Herval
2007 – Joaçaba, Pátria-Mãe Na comemoração dos 90 anos de Joaçaba, a Vale Samba deu um belo presente ao grande público presente na Avenida, com o enredo Joaçaba, Pátria-Mãe, que fez uma leitura artístico-visual e histórica da criação do Município. Através de suas Alas e Alegorias, que retratavam a criação e evolução de uma região rica em sua natureza e história, o Enredo Joaçaba, Pátria-Mãe deu importante contribuição à memória regional, e homenageou um dos mais importantes centros urbanos do Vale do Contestado. Infelizmente, porém, mais uma vez, e com julgamento de jurados não oriundos do Rio de Janeiro, a Vale Samba não teve sucesso, e não conquistou o título, o que a motivou a reivindicar o retorno dos jurados cariocas, a exemplo do que já vinha acontecendo por muitos anos. Os jurados cariocas, no entendimento da escola, são os mais qualificados, e fazem parte de uma escola cultural de carnaval tida como a melhor do mundo, haja vista ser o Rio de Janeiro o berço e o lar do melhor carnaval do mundo.
1º - Lugar: Aliança
2º - Lugar: Vale Samba
3º - Lugar: Unidos do Herval
2008 – Pelos Caminhos dos Seringais, a Vale Samba Percorre a Amazônia. Um dos maiores espetáculos já vistos no carnaval de Joaçaba. Assim foi considerado o enredo sobre a Amazônia, que deu o décimo terceiro título para a Vale Samba. O desfile da escola foi apoteótico, do começo ao fim, e sob o aplauso da multidão, os componentes da escola, ao final do desfile, já se consideravam campeões, tamanha era a euforia de todos, o que, de fato, foi confirmado na abertura dos envelopes com as notas, na quarta-feira. No centro de apuração das notas, uma multidão de “azul e branco” vibrou do primeiro ao último envelope aberto, e por fim explodiu de alegria numa grande comemoração que começou na Avenida e só terminou na madrugada de quinta-feira na quadra da escola. Era mais um título, e com um gosto especial: o julgamento foi realizado por quinze especialistas, indicados pela LIESA-Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro.
1º - Lugar: Vale Samba
2º - Lugar: Unidos do Herval
3º - Lugar: Aliança