Vale Samba aceita resultado, mas questiona método de avaliação
Um segundo lugar com cara de primeiro. Assim a Vale Samba avalia o resultado do Carnaval 2009 de Joaçaba. Para o presidente Carlos Alberto Pelegrin, a missão de comemorar os 30 anos da escola na avenida foi cumprida e a escola “deu show”. Ele recebeu das mãos do presidente da Liesjho, Gilmar Bonamigo, o troféu de segundo lugar, oferecido à torcida azul e branco, que tomava parte do espaço em frente ao local de apuração. “O resultado é triste, mas nosso desfile foi de campeã”, comentou.
A Vale Samba somou 398,8, do total máximo de 400, ficando cinco décimos atrás da primeira colocada, a Aliança. Os quesitos fantasia, alegorias e adereços e harmonia tiveram cada um três décimos descontados. Os jurados também tiraram um décimo dos itens conjunto, evolução e enredo. Como já se previa, as maiores perdas (um ponto, no total) foram nas duas últimas cabines, onde os jurados viram problemas no encerramento da apresentação.
A direção de harmonia pediu para componentes acelerarem o ritmo quando o cronômetro já se aproximava dos 70 minutos máximos estipulados no regulamento. Apesar do otimismo antes da abertura dos envelopes, Preto tinha consciência de que falhas ocorridas na concentração também poderiam comprometer a vitória. “Tivemos problemas com uma alegoria, danificada antes da entrada na avenida. Torcíamos para que os jurados também tivessem visto os erros das outras escolas”.
O vice-presidente, Jaime Telles, disse estar tranqüilo com o resultado, afinal, a Vale Samba aceitou os nomes dos jurados sugeridos pela Liga. “Tínhamos condições plenas de ganhar. Muitas vezes, no entanto, os jurados vêem o que aqui debaixo não vemos. Tem de prevalecer, acima de tudo, o respeito aos critérios deles e, principalmente, ao nível técnico elevado das três escolas”, declarou. Para ele, a alternância de agremiações no primeiro lugar é interessante para o sucesso do evento.
Crítica à avaliação somente técnica
A receptividade e empolgação do público durante a passagem da escola faziam o carnavalesco Jorge Zamoner crer no título. O vice-campeonato, no entanto, foi bem recebido em função da confiança na experiência dos jurados vindos do Rio de Janeiro. Zamoner, no entanto, questionou o critério de avaliação apenas técnico definido para esse ano. Em 2008, as análises se basearam também na comparação entre as três escolas.
“Não perdi para ninguém, mas para mim mesmo. Por isso, nesse momento, não tenho motivação para crescer, afinal, não estou competindo com as outras escolas. Não existe, segundo esse método, o prazer da rivalidade”. Para ele, a maneira de julgamento adotada faz com que as escolas campeãs sejam mais eficientes que criativas. “Isso pode me levar a deixar de ousar, de fazer coisas malucas e me preocupar apenas em errar menos e não correr riscos. A avaliação que não seja técnico-comparativa compromete a criatividade e o desejo de desafio”. Jorge afirmou que vai levar essa visão ao conhecimento da Liga.
